terça-feira, 24 de julho de 2012

Tá custando o quê?

Vampeta no quadro da verdade do CQC de hoje: impagável. Aquilo que é sinceridade de bar. Hilário!

Fui no site do programa para lembrar o nome correto do quadro, não achei o nome, mas achei muita poluição visual. Na televisão eles são tão criativos na inclusão da publicidade e no site está uma bagunça geral. Chega fiquei com dor de cabeça.

Não assisti o programa inteiro... Peguei a matéria de Mônica com os candidatos de São Paulo [QUERO VER SE NÃO VÃO VIR EM SALVADOR] e nada muito novo. Serra sempre fazendo aquela velha média com seus jovens eleitores, através da paquera com a repórter.. aquela mesma coisa. Nada muito constrangedor como gostamos.

Vi também o Proteste Já. Muito legítimo! Muito aterrorizante a situação do hospital de Paulínia (oh não, SP de novo). E o pior é que o caos na saúde é geral. Embora seja muito pior na rede Pública - claro - a rede privada está cada vez mais digna de suas origens etimológicas: uma merda! Planos de Saúde metendo nos pacientes e nos médicos e saindo de porretas cheios da grana. Hospitais sobrecarregados, atendimentos superficiais. Virose! Virose! Virose! E o Estado não faz NADA!

Digo a partir de minha própria experiência; estive internada recentemente no hospital Salvador (particular) e vi até muita vontade de trabalhar na maioria dos funcionários [para quem não recebia o salário há tempos] e péssimas condições de trabalho e atendimento. E o Salvador é só um exemplo. E foi o exemplo que me salvou de uma pneumonia, com toda ressalva. Se dependesse da CardioPulmonar eu teria morrido tossindo, porque, como a recepcionista me disse: "Aquele idoso está com febre, pressão alta e tá esperando. Você também precisa esperar". Coitado do senhor.

Agora, falando da estética do quadro; alguma coisa me incomodou e me causou um estranhamento. Os temas musicais de terror e o excesso de efeitos especiais, para além da artificialidade de alguns dos denunciantes [isso não é culpa da produção mas um problema de algumas pessoas em lidar com a câmera], causaram-me uma sinestesia um tanto quanto desagradável, digna do que chamamos de sensacionalismo - ou seja, modo de comunicação pautado na lógica das sensações (menos que no cognitivo). Também achei a abordagem de Oscar Filho ao secretário de saúde do município muito permissiva. Rafinha era mais eficiente nesse aspecto, tenho que admitir.

Vejo que o programa tá mudando. Não sei se isso é bom ou ruim, mas é um bom problema de pesquisa.

Há quem me pergunte porque eu comecei falando de Vampeta para depois falar de coisas tão mais relevantes. Usei a lógica da pirâmide invertida, no sentido da identidade do programa. Porque, para mim, foi a parte mais CQC da edição de hoje! Antropofágica, como deveria ser. Vampeta, rs.



**Texto publicado no Facebook no dia 24 de julho de 2012

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