Ontem (12 de julho de 2012) parei para assistir um pouco do programa do Bial... bom, achei o formato inovador, dentro das minhas referências... embora toda a espontaneidade pareça meio fake pelo fato de ser gravado.. quanto á edição de ontem, achei bacana a abordagem sobre privacidade, apesar de faltar um aprofundamento maior quanto à midiatização da vida pessoal, da questão capitalista da liberdade individual em detrimento do coletivo, e das próprias redes sociais, que acentuaram ainda mais essa "holofotização" do privado.
Gosto da Dira Paes, mas achei a participação dela um tanto ínfima no discurso;
O publicitário foi corajoso ao afirmar que a Globo é a principal cliente dos paparazzi, com seus diversos produtos que se alimentam da vida dos famosos;
Bial está tendo a oportunidade de afirmar nas entrelinhas de seu script o quanto é esclarecido e o quanto pode ir além da espiadinha [no programa ele chegou a falar de formação e deformação profissiona]; Achei também que ele disputou muito a atenção com os convidados, o que não é uma práxis positiva em entrevistas;
Pedro Cardoso foi o mais eloquente e coerente em seus posicionamentos... mostrou mais uma vez que representa um elemento de discordância dentro da hegemonia global. Foi o único a pontuar que o problema vai muito além dos paparazzi; que o problema está na própria lógica capitalista que demanda a existência dessa profissão e a proliferação de empresas que contratam esses profissionais;
Faltou falar da falta de políticas públicas de incentivo ao conhecimento; à leitura; da falta de alternativas na TV Aberta; falta de qualidade na educação e, consequentemente, de esclarecimento da população - para que se interesse por algo mais contundente do que a vida do outro.
** Texto publicado no Facebook no dia 13 de julho de 2012
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